quarta-feira, 12 de julho de 2017

Mês de Nanã Buruquê


         No dia 26 de julho a Umbanda comemora Nanã Buruque sincretizada em Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus. Nanã é considerada a mais velha dos Orixás das águas Seus domínios são o encontro entre a água e a terra, na formação do barro, matéria prima da criação do ser humano, segundo a mitologia yorubá. Oxalá, em suas tentativas de criar o homem, usou de todos os recursos existentes na Natureza a época da criação. Usou do fogo, da água, do ar, do vinho de palma, do azeite  e não obteve êxito.
Quando Nanã se apresentou, da sua manifestação se obteve a lama e dessa matéria enfim Oxalá conseguiu moldar as criaturas e assim terminar a criação.
Todos nós somos a força de Nanã e o sopro divino de Oxalá. Viemos da Terra, somos e seremos uma constante mistura de água, terra e sais, por isso da Terra viemos e para Terra retornaremos.
Por isso Nanã representa o começo e o fim, a vida e a morte de todos nós. Por ser a mais velha dos orixás e carinhosamente ser conhecida como nossa vovó na Umbanda, encontramos algumas características na sua manifestação nos filhos de fé que vibram com ela curvados, com movimentos circulares de mãos, e ao contrário dos nossos pretos velhos sempre de forma muito intensa e agitada. Cobrimos os falangeiros de Nanã com Oxalá na tentativa de concentrar toda a energia emanada na manifestação para que possa imantar o médium e a corrente. Generosa  está sempre a amparar seus filhos e ao contrário do que se prega, sua referência é a da transformação, acompanhando a de seu filho Obaluayê, pois tudo começa e termina no ciclo de energia desses poderosos e respeitados orixás dentro de nossa religião.

Saudação: "Saluba Nanã"
Cores: Roxo ou Lilás na Umbanda
Sincretismo/Dia: Santa Ana – 26 de julho
Dia da Semana: seu dia da semana é o mesmo do que Obaluayê, ou seja, 2ª. feira, sendo que alguns consideram ser Sábado, junto com Iemanjá e Oxum, Orixás das águas.

Quando falamos de Nanã , nos remetemos a figura das grandes mães, da figura matriarca nos cultos afro brasileiros e como essas mulheres são importantes para a perpetuação de nossa raiz e da nossa crença. Por isso pedimos a benção de Nanã a todas as Yalorixás, Yabasés, Ekedjis e mulheres do axé, que nos acolhem em seu ventre espiritual, nos alimentando, nos ensinando , nos vestindo sob o manto branco de Oxalá para que possamos trilhar nos caminhos da caridade e do amor a espiritualidade.



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